12/11/2010 - 17:49:51

Acer e Ferrari revelam smartphone com Android

HELSINQUE (Reuters) - A Ferrari e a Acer revelaram nesta sexta-feira um smartphone desenvolvido em conjunto que é equipado com o sistema operacional Android, do Google.

A versão do modelo Liquid, da Acer, cuja produção é limitada a 200 mil unidades, terá a marca da Ferrari e será vendida com conteúdo da escuderia.

"O aparelho com marca da Ferrari vai destacar o modelo da Acer em um mercado cada vez mais tomado por aparelhos Android", disse o analista Ben Wood, diretor de pesquisa da consultoria britânica CCS Insight.

Segunda maior fabricante de PCs do mundo, a Acer entrou no segmento de smartphones no ano passado, com meta de obter participação de 6 a 7 por cento do mercado entre 3 e 5 anos.

Porém, o sucesso da empresa na empreitada tem sido limitado, apesar dos fabricantes de celulares estarem atentos à invasão dos produtores de PCs sobre seu mercado.

"A Acer teve um efeito devastador sobre o mercado de notebooks e tem sido o espinho da HP e da Dell. A estratégia da empresa de baixo custo e margens baixas acelerou a commoditização do mercado de notebooks e os produtores de celulares estão observando a entrada dela no segmento de maneira muito atenta", disse Wood.

13/09/2010 - 19:03:54

Descoberto notebook da Acer com duas telas de toque

Uma das telas assume o papel de teclado mutante

O site TechReviewSource conseguiu supostas fotos de um notebook atualmente em desenvolvimento pela Acer. A máquina não tem teclado e trackpad; em seu lugar, uma segunda tela, tão grande quanto o monitor principal. Ambas as telas suportam multitoque, e a de baixo é frequentemente usada como teclado e trackpad virtual.

Segundo o site, o notebook teria um processador Intel Core i5 (2.67GHz) e rodaria Windows 7. A tela principal seria de 15" e a empresa teria planos de lançar o notebook na segunda metade de 2011, se ele sair da fase de desenvolvimento. Nenhuma destas informações passa de rumor, mas não custa sonhar.

Mais imagens aqui.

26/08/2010 - 13:14:26

Kindle 3 deixa os rivais para trás

Amazon acertou em cheio ao produzir um aparelho menor, mais leve e mais barato

Por David Pogue

Pena que não existe um reality show chamado “Os encontros de executivos mais malucos dos Estados Unidos”, com flagras de reuniões corporativas. Alguns episódios engraçados poderiam ter sido filmados quando, por exemplo, um funcionário da Apple deixou um protótipo do iPhone 4 em um bar. Ou quando a Intel soube que seu chip Pentium continha um erro grave. Ou quando a Microsoft foi descoberta subornando blogueiros com notebooks de US$ 2,5 mil para promover o Windows Vista.

Mas um dos episódios mais emocionantes poderia ser filmado na Amazon, no dia que a Apple anunciou o iPad. A Amazon produz o popular leitor eletrônico Kindle. Por algum tempo, ele foi praticamente o único aparelho de sua categoria. Mas o iPad chegou com uma tela sensível ao toque e colorida, software mais sofisticado, reprodução de áudio e vídeo, mais de 100 mil aplicativos, e, na época, um preço não muito superior. Para o Kindle, com sua tela básica e monocromática de seis polegadas, o iPad era um pesadelo.

NYT
Kindle 3: mais leve e barato
Kindle 3: mais leve e barato

Essa semana, a Amazon começou a distribuir o que todos (com exceção da própria Amazon) estão chamando de Kindle 3. Dá pra dizer que é a resposta da Amazon ao iPad. O Kindle 3 é muito bem projetado para ser o que o iPad jamais será: pequeno, leve e barato.

Tamanho e preço reduzidos

O tamanho reduzido é resultado de uma diminuição de 21% em relação ao Kindle anterior. O novo mede 20,3 x 13,4 x 1,0 centímetros, mas a tela tem as mesmas seis polegadas. Os designers da Amazon fizeram o que já deveriam ter feito há algum tempo: eliminaram boa parte da borda de plástico do aparelho.

Agora o Kindle é ridiculamente leve: com 289 gramas, tem um terço do peso do iPad. É uma vantagem importante para um aparelho que deve ser segurado por várias horas.

Chegamos então ao preço de US$ 140 para o modelo com Wi-Fi nos Estados Unidos (no Brasil , ele custa cerca de R$ 550, incluindo envio e impostos). Um Kindle com acesso 3G, além do Wi-Fi, custa US$ 50 a mais. Mas para muita gente o modelo Wi-Fi deve ser o suficiente. Esses US$ 140 são uma queda brusca em relação ao preço original de US$ 400, e uma pequena parte do valor de um iPad (que começa em US$ 500).

Sim, claro, é um pouco bobo comparar o Kindle com o iPad, um computador de verdade com muito mais recursos. Apesar disso, vale a pena chamar atenção para o fato de que o catálogo de livros do Kindle tem 630 mil livros, cerca de dez vezes mais do que a oferta de livros da Apple.

Getty Images
iPad: concorrente indireto do Kindle
iPad: concorrente indireto do Kindle

Os concorrentes de verdade do Kindle são o monte de e-readers extremamente parecidos entre si e com a tecnologia de tinta eletrônica (E-ink). A E-ink é muito boa para ler, mas é uma tecnologia muito limitada. Ela funciona aplicando uma carga elétrica a milhões de partículas minúsculas, fazendo com que elas fiquem congeladas e formem letras e imagens. O resultado é muito parecido com uma tinta em papel.

Prós e contras da E-ink

A E-ink também é boa no quesito bateria, já que somente ao “virar” as páginas o aparelho consome energia. Fora isso, as imagens da tela podem ficar lá para sempre sem exigir energia (a Amazon diz que, com os recursos sem fio desligados, a bateria do Kindle proporciona um mês de leitura).

Mas a E-ink também tem vários problemas. Um deles é a lentidão para mudar as páginas. No novo Kindle a troca de páginas leva bem menos de um segundo. É o menor tempo entre e-readers, deixando os rivais bem para trás. Mas a troca de páginas ainda tem uma transição esquisita, uma característica imutável da E-ink.

As limitações da E-ink significam que ela nunca vai exibir vídeo. E, claro, não pode mostrar cores. No mês passado, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, respondeu dessa forma a críticas sobre a tela: “Não dá para melhorar a obra de Hemingway acrescentando clipes de vídeo”. Sim, mas cor e vídeo podem muito bem melhorar uma nova geração de livros eletrônicos.

Ainda assim, a Amazon claramente investiu muito tempo na melhoria da tela de E-ink do Kindle. O cinza de fundo é mais claro do que em qualquer outro leitor, produzindo um contraste superior ao dos concorrentes.

Getty Images
E-ink: tecnologia está presente em vários e-readers
E-ink: tecnologia está presente em vários e-readers

No mundo dos livros com proteção contra cópia, escolher um aparelho é uma decisão complicada. Não se está apenas comprando um aparelho, mas também escolhendo uma loja de livros, já que, de modo geral, livros comprados de uma empresa não abrem em aparelhos concorrentes (a exceção: o Nook e os leitores da Sony usam o mesmo sistema de proteção). Mesmo no novo Kindle, não dá para ler livros desbloqueados com o formato ePub, como é possível nos rivais.

Entretanto, a Amazon oferece excelentes software de leitura para Macs, PCs, iPhones, iPads e celulares com Android. Em outras palavras, não é necessário comprar um Kindle para ler livros da Amazon. Dá para comprar um livro e ler em vários aparelhos. Os livros do Kindle têm até sincronização. Assim, cada aparelho “lembra” a página em que você parou.

De modo geral, as lojas online são muito boas quando se quer livros em inglês (com exceção da loja da Apple, que tem poucos títulos). O preço parece ter se nivelado. No geral, Amazon, B&N e Sony têm preços parecidos para os maiores sucessos. Infelizmente, muitos deles agora custam US$ 13, mais do que os US$ 10
que a Amazon costumava cobrar por seus best-sellers.

Esses preços parecem altos. Já que os livros digitais não são impressos, embalados e transportados, deveria haver uma redução de custo. E é ridículo que você não possa vender ou mesmo dar um livro depois que termina de ler. Você pagou por ele, por que não pode passá-lo adiante? (fim da reclamação).

Capacidade aumentada

O novo Kindle guarda o dobro de livros de seu antecessor, cerca de 3,5 mil. O pequeno joystick foi substituído por um botão direcional. Os botões para avançar e voltar entre as páginas ficam nas bordas e ficaram silenciosos. Além disso, o novo Kindle lida melhor com arquivos PDF. Dá para adicionar notas aos textos e usar o recurso de zoom.

É claro que os concorrentes também têm seus atrativos. O Nook, por exemplo, tem uma pequena tela colorida abaixo da tela de leitura. Essa tela menor é usada para navegar entre os livros guardados no aparelho. Já os modelos da Sony têm telas sensíveis ao toque.

Mas o que faz o sucesso do Kindle não é o que a Amazon acrescentou ao aparelho, é o que a empresa removeu: tamanho, peso e preço. As duas telas do Nook tornam o aparelho um pouco complicado. As telas adicionais da Sony prejudicam a legibilidade dos textos.

Enquanto isso, alguns fatos são inquestionáveis. O novo Kindle tem a melhor tela de E-ink, as mudanças de páginas mais rápidas, o corpo mais fino e leve e o menor preço entre os e-readers. É também o mais confortável e sofisticado.

Não há dúvidas, os próximos episódios de “Os encontros de executivos mais malucos dos Estados Unidos” não serão filmados na Amazon, mas sim nos escritórios dos rivais.

09/08/2010 - 11:39:57

Mulher é roubada e pede ajuda por mensagem digitada com os pés

Moradora foi amarrada na cama por bandido, mas conseguiu chamar a polícia com a ajuda do namorado, do computador e dos pés.

Por Nátaly Dauer

Uma mulher de Atlanta, nos Estados Unidos, teve sua casa assaltada e foi amarrada na cama. Mesmo assim, ela conseguiu avisar seu namorado por meio de um instant messenger. A novidade? Ela fez isso com os pés.

Amy Windom, de 39 anos, estava deitada em sua cama na noite de terça-feira, quando um homem invadiu a sua casa. Eles lutaram por algum tempo, mas ele a acertou com a arma e a amarrou na cama, conforme conta o site do jornal Atlanta Journal Constitution.

Presa na cama pelos pulsos, Amy viu o assaltante revistar sua casa por quase uma hora antes de ir embora, deixando-a como estava. Ela gritou por um bom tempo por ajuda mais não conseguiu nada. Foi quando percebeu que o ladrão não tinha visto seu notebook sobre a cama, perto de seus pés.

Foi um alívio quando ela descobriu que o ladrão também não tinha cortado sua linha telefônica e, assim, sua conexão com a internet estaria ativa. Ela pegou o computador com os pés, brigou com o teclado, mas conseguiu ligá-lo, mesmo que apertando inúmeras vezes as teclas erradas. Ela utilizou então seu dedão como mouse e a ponta do cabo de força (tomada) para digitar.

Ela conseguiu falar com seu namorado pelo serviço de mensagens instantâneas e ele chamou a polícia. A mulher foi libertada com a saúde perfeita, mas o bandido ainda está foragido e seu retrato falado é divulgado pelo Atlanta Journal Constitution.

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