03/04/2012 - 12:38:05
The New York Times
Novos modelos de notebooks, mais finos e leves e com alto poder de processamento, são bonitos, mas têm limitaçõesPor David Pogue
O que é um ultrabook? É um notebook absolutamente lindo e elegante, vestido com acabamento em um brilhante metal escovado. Não há drive para DVD. A bateria é selada e não pode ser romovida. As telas se projetam por meio de aberturas na base do notebook. O trackpad multitoque não tem nenhum botão – você consegue vários tipos de cliques pressionando diferentes áreas da superfície. O usuário geralmente precisa de um adaptador separado para conectar o notebook a uma rede Ethernet ou a um projetor.

Ultrabook da LG, Z330, é exposto na CES 2012
Foto: Getty Images
E não há disco rígido. Em vez disso, o notebook oferece um disco de estado sólido (SSD, na sigla em inglês), que é como um enorme cartão de memória. Ele ajuda a economizar bateria e acelerar a inicialização do sistema. Esses SSDs tornam os ultrabooks muito caros (com preço acima de US$ 900), e você fica com uma pequena parte dele para armazenamento, geralmente 128 GB. Em um notebook com um disco rígido tradicional, o usuário chega a ter oito vezes esta quantidade de espaço – por um custo muito mais baixo.Então, o que é um ultrabook? É um MacBook Air que roda Windows. Essa é a descrição que todo mundo faz sobre o produto – exceto a Intel que desenvolveu o conceito. (“O MacBook Air foi a inspiração para esta categoria?”, eu perguntei a assessoria de imprensa da Intel. “Não. A categoria de ultrabooks foi concebida a partir de muitas pesquisas realizadas nos últimos anos.” Trata-se de uma alucinante coincidência.)
Por conta do pequeno espaço de armazenamento, um ultrabook não cumpre bem o papel de computador principal e as pessoas só conseguem guardar poucas fotos, músicas e vídeos. Esqueça os games complexos também. E para instalar software, o usuário precisará comprar um drive externo de DVD ou baixar o software da internet.
Mas, esqueça tudo isso. Se tiver dinheiro, vai adorar o quanto são bonitas e requintadamente desenhadas essas máquinas feitas pelos grandes fabricantes de PCs. Para a maioria das atividades – acessar e-mail, navegar na internet, bater-papo, usar o Office, ouvir música e assistir filmes por streaming – um ultrabook funciona bem. Isso, se o usuário conseguir parar de passar as mãos sobre o acabamento de metal polido, que é tão legal.
O MacBook Air ainda tem a melhor combinação de design, tela, teclado, trackpad e autonomia de bateria. Contudo, os ultrabooks chegam perto e eles oferecem a vantagem da escolha. Por exemplo, os ultrabooks chegam com telas maiores, como 14 polegadas (no caso do modelo HP Spectro) e 15 polegadas (Samsung). É possível comprar um ultrabook com uma tela anti-reflexiva – as cores não são tão vibrantes, mas ela não reflete luz. A maioria dos modelos possuem teclas dedicadas, que a Apple não oferece, como Home, End, Page Up e Page Down. E, finalmente, os ultrabooks custam menos que o MacBook Air, que tem preço de R$ 2.999 para o modelo de 13 polegadas.
Eu testei ultrabooks da Acer, Asus, Dell, HP, Lenovo, Samsung e Toshiba. A maioria deles possui configurações idênticas: 4 GB de memória, 128 GB (SSD), processador Intel Core i5, tela de 13 polegadas (1.366 x 768 pixels), uma entrada para cartão de memória SD, duas ou três entradas USB (sendo uma USB 3.0), uma entrada mini-HDMI para conectar a máquina à TV, uma webcam, microfone e alto-falantes integrados e teclado iluminado. A maioria pesa menos de 1,3 kg e tem bateria com autonomia de seis horas. Na maioria dos casos, o usuário pode pagar mais para ter mais memória (256 GB SSD) ou um processador mais rápido (Intel Core i7).

Ultrabook da Acer, o Aspire S3: o ultrabook mais barato nos EUA
Foto: Getty Images
Apesar de todas as similaridades, cada ultrabook tem sua própria personalidade:Acer Aspire S3 (R$ 2.799) – Você leu o preço direito. Este é o ultrabook mais barato no mercado. Para chegar a este preço, a Acer meio que trapaceou. O SSD é pequeno (20 GB) e suporta apenas os arquivos de inicialização; todos os seus arquivos são guardados em um disco rígido tradicional de 320 GB. Resultado: preço mais baixo, mas com mais espaço.
As teclas fazem o usuário sentir como se estivesse digitando em concreto. As teclas de cursor são do tamanho de Tic Tacs. Além disso, apenas o acabamento da tela é feito de metal. O teclado e o restante são feitos de plástico. A vida da bateria não é muito boa – cerca de cinco horas.
Asus Zenbook UX31E (R$ 5.999) – Com um bonito acabamento em metal escuro e sistema de som Bang & Olufsen para um som um pouco mais risco. Mas o teclado não é iluminado. O usuário pressiona os cantos inferiores esquerdo e direito do trackpad para produzir os cliques equivalentes ao botão esquerdo e direito do mouse, mas o meu sempre provocava o tipo errado de clique.
A tela tem uma resolução um pouco maior que os demais (1.600 x 900 pixels), o que significa que você consegue ver mais sem rolar a tela, em um espaço menor. Um modelo com tela de 11 polegadas também está disponível no Brasil, com preço de R$ 3.999.
Dell XPS 13 (R$ 3.899) – “Dell” e “lindo” geralmente não aparecem na mesma frase. Mas o acabamento feito de alumínio e fibra de carbono e o teclado fazem deste ultrabook um triunfo. Ele é mais fino que a maioria dos ultrabooks, mas ele é uma polegadas mais baixo, de modo que o usuário pode continuar trabalhando enquanto a pessoa que está em sua frente no avião reclina o assento.
Infelizmente, o ultrabook da Dell não oferece entrada para cartão de memória, porta HDMI, teclas de navegação ou porta Ethernet. O trackpad nunca esquece seus cliques, mas sua capacidade de resposta multitoque é fraca.

Ultrabook da Lenovo só não tem porta Ethernet e entrada para cartão de memória
Foto: Getty Images
Lenovo IdeaPad U300s (US$ 1.050 nos EUA) – Os painéis deste sólido, fino e requintadamente projetado ultrabook se projetam ligeiramente, como as capas de um livro. É muito prazeroso usá-lo. Digitar nele é ótimo; cada tecla ganhou o espaço para movimentação e clique. O trackpad também é ótimo.Apenas duas omissões o impedem de chegar à perfeição: não há entrada para cartão de memória e não há porta Ethernet. [Nota do editor: ainda não há previsão de lançamento do produto no Brasil.]
Samsung Notebook Series 9 (R$ 2.999, com previsão de chegada no segundo semestre) – A parte superior, feita de liga de alumínio, é incrivelmente sedosa ao toque; só de tocá-lo já faz bem para a alma. A tela é brilhante e vibrante, apesar de ser anti-reflexiva. O teclado, trackpad, peso de cerca de 1,1 kg, e bateria também merecem sinal positivo. O único detalhe é o preço alto. (Seja cuidadoso para distinguir este modelo em relação ao anterior, que agora custa US$ 970 e inclui uma entrada para cartão microSD.)
Eu testei o modelo de 15 polegadas (que chega às lojas dos EUA em abril por US$ 1,5 mil): talvez seja o mais fino e mais caro notebook de 15 polegadas já lançado. Graças a seus 8 GB de memória, você pode editar vídeos – um bom uso para a ampla tela.
Toshiba PortEgE Z830 (US$ 1.150 nos EUA) – Este notebook é o mais fino ultrabook já lançado. Ele parece até um pouco oco e sua tela se dobra como se fosse um pedaço de papelão – mas com 1,12 kg, ele quase precisa de um peso de papel. É o único ultrabook que possui porta de Ethernet, porta para conectar projetores e uma conexão HDMI para conectá-lo à TV. O usuário tem até uma entrada USB a mais, são três no total. Finalmente, este modelo vem com 6 GB de memória em vez dos 4 GB geralmente oferecidos. [Nota do editor: não há previsão de lançamento do produto no Brasil.]
Spectre Envy 14 possui 20 milímetros de espessura e pesa 1,6 quilo Foto: Divulgação
Este design torna o notebook mais pesado que a maioria (ele pesa 1,6 kg) e mais caro. Mas ele oferece porta Ethernet e entrada HDMI, uma gloriosa tela (com resolução de 1.600 x 900 pixels), ótimo som, ótimo teclado e um dos melhores trackpads para Windows já desenvolvidos. [Nota do editor: ainda não há previsão para o lançamento do produto no Brasil.]
O consumidor que compra este ultrabook ainda ganha o Photoshop Elements e o Premiere Elements, da Adobe. (O consumidor consciente pode preferir o ultrabook mais convencional da HP, o Folio (US$ 900), notável por sua impressionante bateria de 8 horas de duração.)
Se você gostar do conceito de ultrabook, vai amar os modelos da Lenovo e da Dell, por oferecerem tudo que é essencial; o modelo da Samsung por sua tela e acabamento; e o modelo da Toshiba, por ser mais leve que o ar.
Mas, se você esperar, outros modelos estão chegando. A nova geração de ultrabook oferecerá chips mais avançados da Intel, telas sensíveis ao toque e Windows 8, nova versão do sistema operacional da Microsoft.
De qualquer forma, um ultrabook pode trazer muita satisfação aos usuários. Começando pelo dia em que ele chegar, quando o entregador poderá passá-lo por debaixo da porta.
25/05/2011 - 18:12:13
Queda na venda de notebooks, netbooks e desktops facilitaram penetração no mercado dos tablets da Apple
iPads tomaram parte do mercado dos computadores. Com as vendas de notebooks, netbooks e desktops em leve queda, os tablets da Apple estão "criando um ambiente difícil para a indústria de PCs", disse o principal analista da consultoria iSuply, Matthew Wilkins.
| Reprodução |
![]() |
| Preferência por iPads reduziu vendas de computadores |
Fechando o primeiro trimestre com 81,3 milhões de unidades vendidas, o mercado de computadores pessoais teve queda de 0,3% na comparação com os primeiros três meses de 2010, quando foram vendidas 81,6 milhões de unidades. "Todas as atenções em torno dos tablets contribuíram para a fraca demanda de computadores", explicou Wilkins.
A queda nas vendas chegou com surpresa para a indústria, que no ano passado comemorou o melhor período da história para as vendas de computadores, com 89,9 milhões de computadores comercializados entre outubro, novembro e dezembro. Apesar da baixa no primeiro trimestre de 2011, o mercado ainda deve crescer até 8%, segundo a isuply.
Entre as campeãs de venda de 2011 estão a HP (15,3 milhões de unidades) seguida pela Dell (10,4 milhões) e Acer (9,2 milhões).
24/05/2011 - 14:49:38
Preço similar aos notebooks comuns e receio de armazenar arquivos na web, no entanto, podem limitar alcance do ChromeOS
Em junho, os três primeiros notebooks com o ChromeOS, sistema operacional do Google para notebooks, chegam às lojas americanas. O novo sistema, que funciona totalmente centralizado na web, é a aposta do Google para enfrentar a Microsoft, líder no mercado de sistemas operacionais com o Windows. “O ChromeOS é uma proposta de um computador mais adequado para os dias de hoje, para a navegação na web”, diz Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil.
| Divulgação |
![]() |
| Tela de acesso do ChromeOS: janela para a web |
O novo sistema do Google é baseado em computação em nuvem, uma tecnologia comumente usada pelos serviços online, mas pouco conhecida entre os usuários: arquivos e aplicativos são armazenados em servidores de grandes centros de dados (data centers) que podem ser acessados a partir de qualquer dispositivo, desde que conectado à internet. “Não é necessário ter um computador tão potente, porque o processamento mais pesado acontece no servidor, não na máquina”, explica Rafael Nunes, sócio da Yaw Tecnologia, uma empresa de treinamentos sobre computação em nuvem. A tecnologia é usada, por exemplo, em serviços de e-mail ou de compartilhamento de fotos.
Samsung e Acer são as primeiras fabricantes a levar notebooks com o ChromeOS ao mercado. Os modelos da Samsung terão tela de 12 polegadas e serão vendidos nas versões Wi-Fi e Wi-Fi + 3G a partir de R$ 695. No caso da Acer, a tela no notebook tem 11,6 polegadas, oferecerá apenas conexão Wi-Fi e custará cerca de R$ 565. Nos EUA, empresas e estudantes poderão alugar os equipamentos também mediante o pagamento de uma assinatura mensal.
| Divulgação |
![]() |
| Dois modelos da Samsung chegaram ao mercado americano com o ChromeOS |
O Brasil não está entre os primeiros países que receberão os produtos. “Nas próximas semanas esta lista vai crescer”, diz Ximenes. O Google já confirmou, em evento para a imprensa da América Latina, que os notebooks com ChromeOS devem chegar às lojas do Brasil em até seis meses.
A área de trabalho é a web
No ChromeOS, o navegador Chrome se torna a área de trabalho do novo sistema. Por meio dele, o internauta usa qualquer serviço que esteja disponível por meio da web, como e-mail, processador de documentos (como Google Docs ou Office Web Apps), aplicativos para gerenciar fotos (como o Picasa ou o Flickr), entre outros. Em vez de salvar o arquivo na memória local, os arquivos são guardados nos servidores da empresa que provê o serviço ou em um disco virtual, que pode ser pago ou gratuito.
| Divulgação |
![]() |
| Nova aba do ChromeOS mostra aplicativos instalados no computador |
Sem nada para processar na máquina, o sistema operacional se mantém leve e completa o boot, processo de inicialização do computador, em apenas oito segundos. “O usuário pode instalar aplicativos no navegador por meio da Chrome Web Store”, diz Ximenes. Segundo o Google, milhares de programas são instalados a partir da loja de aplicativos para Chrome todos os dias, entre extensões, jogos e aplicativos com diversas funções. A empresa, no entanto, não divulga o total de aplicativos disponíveis, nem a quantidade de programas gratuitos ou pagos (estes estão disponíveis apenas nos EUA).
| Divulgação |
![]() |
| Chrome Web Store é a loja de aplicativos para ChromeOS |
Os ícones dos aplicativos instalados aparecem reunidos cada vez que o usuário cria uma nova aba do ChromeOS. Cada aplicativo ocupa uma aba, além das páginas de web que o usuário costuma navegar, o que pode dificultar o controle do conteúdo em exibição. Ajustes personalizados, como mouse e teclado, rede Wi-Fi, além de data e hora, podem ser acessados a partir das configurações do navegador, que também mostra o nível da bateria.
Apesar de trazer inovações, ao mesmo tempo em que o ChromeOS amplia os recursos para o usuário -- já que o limite de instalação e de acessos a novos conteúdos é a própria web -- acaba por deixar de oferecer todos os outros recursos de um computador comum. “O sistema é inviável para quem usa vários sistemas instalados no computador, mas pode ser vantajoso para quem está acostumado a usar ferramentas pela web”, diz Nunes, da Yaw.
Essa limitação está entre as principais críticas da imprensa internacional após o anúncio da chegada dos primeiros notebooks com ChromeOS. “A ideia do ChromeOS soa interessante em teoria, mas não é a melhor coisa para as empresas nem para usuários comuns”, escreveu Mike Elgan, colunista da revista Computerworld.
A segurança no ChromeOS
A ideia de manter toda a vida digital na internet é outro fator que assusta grande parte dos usuários. Se por um lado, os arquivos estarão a salvo caso o notebook quebre ou seja roubado, poderão ficar inacessíveis por alguns períodos, seja por problemas na conexão de internet ou falhas de serviço. Recentemente, uma falha tirou o Gmail do ar por três dias para parte dos usuários e o Blogger deixou de funcionar por quase 24 horas. Durante este período, todo o conteúdo armazenado na web ficou inacessível. “Colocamos os serviços no ar novamente o mais rápido possível”, diz Ximenes, do Google.
| Divulgação |
![]() |
| Arquivos armazenados em serviços baseados em nuvem, como o Google Docs, podem ficar inacessíveis se a rede ou serviço falhar |
Com relação a vírus e malware, o ChromeOS oferece diversas ferramentas para proteger o sistema. O controle do usuário sobre o sistema é mínimo, o que permite, por exemplo, que Google o atualize sem que o usuário saiba. “Quando os usuários podem optar, acabam deixando de fazer atualizações importantes”, diz Fábio Assolini, analista de malware da empresa de segurança Kaspersky. Segundo o Google, as atualizações tornarão o ChromeOS mais leve e rápido, o que significa que o usuário poderá manter seu notebook por mais tempo.
Entre os recursos de segurança, alguns já adotados por outros sistemas operacionais, há o “sandboxing” (caixa de areia, em tradução livre), que isola um processo em execução quando algo ameaça a segurança da máquina, além do boot verificado, em que um software valida todo o ChromeOS antes de iniciá-lo. Apesar disso, novos tipos de malware podem ser desenvolvidos para superar as barreiras do ChromeOS. “Hospedar dados na nuvem não é um processo isento de riscos”, diz Assolini.
O ChromeOS evita que programas maliciosos se instalem na máquina, porém os usuários continuam sujeitos ao roubo de identidade, os chamados ataques de phishing. Como o usuário precisa informar seu login e senha para acessar seus arquivos, estejam eles armazenados em qualquer serviço, basta que o hacker descubra as credenciais para colocar em risco toda a vida digital da pessoa. “Se alguém obtém a senha da sua conta no Google, por exemplo, pode comprometer os dados armazenados por meio de todos os outros serviços”, diz Assolini. Este tipo de roubo de identidade pode acontecer por meio de mensagens de spam ou mesmo ao acessar um site com código malicioso.
Hackers também podem atacar os provedores de serviços baseados em web para roubar credenciais de acesso de seus usuários. Nesse caso, os hackers roubam dados pessoais de grande parte dos usuários de uma só vez, o que pode dar acesso aos arquivos e até mesmo a informações pessoais, como endereço, conta bancária ou número do cartão de crédito. O caso mais recente envolve a Sony, fabricante do console PlayStation 3. Hackers roubaram as credenciais dos usuários para acessar a PlayStation Network, o que tirou o serviço do ar durante três semanas, além de expor dados pessoais dos usuários.
Se o usuário optar por usar o novo sistema operacional do Google, a dica é manter um backup local dos dados, em um HD externo, DVD ou mesmo em pen-drive. “É sempre bom manter uma cópia dos dados, já que o usuário conhece os riscos envolvidos”, diz Assolini. Outro conselho recorrente é manter senhas diferentes para acessar cada um dos serviços de armazenamento de dados na web, de modo que um invasor falhe ao tentar acessar todos os serviços usados pelos internautas com uma mesma senha. “Quanto mais camadas de segurança forem usadas, menos exposto o usuário estará.”
14/05/2011 - 11:00:04
Confira o que rolou na conferência para desenvolvedores do Google, realizada esta semana em São Franscisco (EUA)
A Google I/O, conferência anual para desenvolvedores, aconteceu nos dias 10 e 11 de maio nos Estados Unidos. Além das sessões técnicas para desenvolvedores, o Google anunciou a chegada de novos produtos, como os Chromebooks, e novos serviços, como o Google Music. Confira abaixo um resumo de todas as novidades anunciadas durante a edição 2011 do Google I/O:
| Getty Images |
![]() |
| Google I/O reuniu desenvolvedores nos Estados Unidos |
Notebooks com ChromeOS
Anunciado apenas durante o último dia da Google I/O, os notebooks com o sistema operacional baseado em nuvem ChromeOS devem chegar ao mercado americano em junho. Em vez de permitir que o usuário instale aplicativos e armazene dados no computador, o ChromeOS roda aplicativos e permite a edição de arquivos direto do navegador Chrome, parte central do sistema.
Os primeiros modelos a chegar ao mercado serão fabricados pela Acer e pela Samsung. Eles serão vendidos por meio da Amazon e Best Buy, mas também oferecidos em um modelo de aluguel para empresas e estudantes, a partir de uma mensalidade de US$ 20.
Chrome ganha melhorias
A empresa anunciou melhorias no navegador que teve significativo ganho de desempenho com linguagem JavaScript, além de capacidade de processamento de imagens 3D e jogos online. Segundo o Google, as mudanças farão com que o Chrome rode jogos 100 vezes mais rápido. O Chrome também ganhou recursos de voz.
Nova versão da Google TV
Anunciada pela primeira vez na conferência do ano passado, a Google TV fez pouco sucesso nos EUA até agora, então o Google lançou uma nova versão da plataforma. Dispositivos que oferecem a nova versão, permitirão que o usuário baixe aplicativos gratuitos e pagos a partir do Android Market, loja de aplicativos do Google. Desenvolvedores já têm acesso ao kit de desenvolvimento de aplicativos para TVs.
Versão única do Android
O Google também anunciou a próxima versão do Android, chamada Ice Cream Sandwich, que funcionará tanto em smartphones como em tablets. A partir dessa versão, o Android volta a ser um sistema operacional para qualquer dispositivo móvel. A nova versão chega aos aparelhos a partir do quarto trimestre de 2010.
Atualização para tablets com Honeycomb
Além do Ice Cream Sandwich, o Google também anunciou o Android Honeycomb 3.1, uma atualização para a versão do Android específica para tablets. A nova versão permite redimensionar widgets, suporte para conexão USB entre smartphones e tablets e suporte para conexão de controles e teclados por meio de USB. Usuários do tablet Xoom, da Motorola, receberam a atualização no mesmo dia do lançamento.
Google Music
Em fase de testes, o serviço de música baseado em nuvem do Google permite que o usuário armazene suas músicas nos servidores do Google e as acesse a partir de qualquer computador conectado à internet. Aparelhos com o sistema operacional Android podem tocar cerca de 20 mil músicas a partir do serviço. A partir de agora, aparelhos com Android também poderão locar filmes por meio do Android Market.
Android Home
O Google também anunciou uma suite de aplicativos que permite controlar e gerenciar uma residência a partir de dispositivos móveis com Android. Com o Android Home será possível, por exemplo, ligar e desligar luzes à distância, usando o smartphone ou tablet.
| Página 2 de 12 | 1 [ 2 ] 3 4 5 6 ... » |